a atração consiste em querer muito tudo mas também não só.

desde de muito nova, eu sempre me interesso por homens que se acham inteligentes. tenho a impressão que, talvez, alguns não soubessem que fossem. ou soubessem e nunca disseram a si mesmos em voz alta para parecer humildes. outros, de fato, sabiam. era o que eles mais tinham noção.

deste modo, em 2026, sigo a tendência babelica de me interessar por algum homem inteligente.
ou, com bastante noção da minha parte, que se parece comigo. se eu me acho inteligente? sim, tenho melhorado isso em mim. mas, sei que sou burra também, ok? burra sem ser agressivo. é que sei que nada sei, ou sei que não me aprofundo em tudo e sei também que não tem como saber de tudo. mas, vou tentando. 

no entanto, sei que me refiro ao fato de que me interesso e o acho inteligente porque atração tem a ver com se encaixar (de muitas maneiras, hihi). mas, com este, ainda não transei, rs na real, não fui introduzida pela genitália dele mas já nos amassamos, acho que sexo é relativo, então, de certo modo, não transamos convencionalmente. a atração consiste em querer muito tudo mas também não só.

gosto como ele conversa comigo. como ele entende minhas piadas. de como ele é safado, escolhendo boas palavras. de como ele gosta de me irritar (mas calma, irritação de sei la, amigos? não é grave, aqui não). de como gosta de escrever. de músicas diferentes do comum. de musicas do comum também. do seu cabelo, parecendo um deus grego. do seu corpo padrão mas que assusta por querer o meu. sim, parece que ele se sente diferente por sentir atração por mim que não sigo tanto os padrões. mas, sim, pode desejar, isso levanta meu ego. ou talvez eu ache isso por insegurança. gosto como ele facilmente vê a insegurança em mim, porque presta atenção em detalhes como este.

enfim, muitas coisas que acho incriveis. assim, como numa paixão, onde brilha tudo. mas, brilha até coisas ruins. 

de como ele me procura depois que fala merda. pede desculpa. mas, infelizmente, aqui é grave. aposto que se você leu isso até aqui, acendeu em você uma bandeira vermelha. caso, claro, você tenha essa visão do mundo. essa onde homens constantemente são crimonosos com as mulheres. que sofrem tanto com o machismo que eles os come e assim, nos querem devorar também. que, alguns, quando devoram, matam. e justificam com a dor que sentem em suas mentes. 

isso infelizmente odeio muito saber sobre ele. ter certo medo das ofensas que já li. 

ele nunca me bateu mas já foi agressivo com algumas palavras em conversas. disse coisas ofensivas para me atacar.

eu, ainda bem, hoje sei bem de mim para não acreditar nele. mas, não deixa de doer. e ás vezes, me faz duvidar também. eu sou humana, sinto isso como uma rejeição terrivel, de não merecer ser tratada assim só porque não sou o que ele quer que eu seja. 


esse blog começa porque a ultima conversa que tivemos foi sobre os textos que ele escreveu.


ah! homens que gostam de leitura e escrita! uma pena que no final, podem ser apenas mais do mesmo. pode não mudar nada. 

mas, enfim, né? eu fui ler. me senti atraída. me senti encantada por ele demonstrar um pouco de profundidade. quis ser a dona das palavras que ele pensou, assim como ele está sendo destas que escrevo. quis ser o tempo que ele tomou para escolher tais palavras para me descrever.

não eram para mim. se eram, ele não disse. nunca saberei. ou saberei no final que não eram mesmo.

mas, por um segundo, pensei que fosse. pensei que o nome remetia a mim. "o coração dos siameses", nome do texto. achei que siameses se referia a gêmeos, assim como meu signo, que ele lembrou durante uma conversa comigo. "ele lembrou de mim. naquela conversa e talvez aqui, no texto." pensei. queria. 

depois disso, ele me perguntou se eu já havia escrito sobre ele. sei que senti vontade algumas vezes, procurei no diário e não encontrei, procurei outros cadernos, achei algo que se aplicava mas ainda não sabia se era sobre ele.

de todas as coisas em comum dentre as pessoas que tenho me sentido atraida durante esses anos, uma delas é o fato d'eu viajar e não ser aquilo que estava acontecendo. 

o texto que eu encontrei em um pequeno caderno dizia:

"eu não quero ser sua

pena

eu gostaria de ter

o seu desejo 

tenho outras mil coisas,

para resolver

e mesmo assim,

só penso em você.

você não me querer,

(hoje)* me parece pior 

cadê meu valor?

que perdi por aí. 

                                             *o hoje eu acrescentei agora, enquanto copiava o texto que escrevi, pois senti que se aplica ao meu tempo aqui escrevendo sobre ele e sua ausência. 

 

confesso que, sim, pode ter sido para outra pessoa. particularmente, outro homem. mas, sim, me lembrou o deus grego

confessei a ele que não havia escrito, pois evito falar sobre quem eu acho que estou apaixonada e afins porque tenho costume de ler futuramente e sentir vergonha

ele respondeu "agora que você não acha que está mais, vai escrever"

e fui. fiquei morrendo de vontade de escrever. a vontade veio através da leitura do texto dele, inclusive.
escrever sempre foi muito divertido e terapêutico para mim. 

mas, escrevi no diário, fui soltando frases soltas e verdadeiras, sem métrica, poesia, nada. apenas sentindo.

mandei pra ele e ele não retornou mais.

no texto eu disse:

(...) saber isso é importante. as pessoas se interessam e ficam quando querem e se puderem.

ele é lindo.
parece uma estátua grega/ escultura da grécia antiga (eu pesquisei no google para falar mais adequadamente, acreditam?)
fala bonito, parece inteligente.
só que já brigamos.
sinto que ele me dá impressão de ser dificil de ser amada.  

fim, 


 

 

 

 

 

 

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